Inteligência Emocional, habilidade essencial de um líder de alta performance

Inteligência Emocional, habilidade essencial de um líder de alta performance

Inteligência Emocional, habilidade essencial de um líder de alta performance

Por Claudia Lisboa

Você é líder ou gestor? Sim, são coisas muito diferentes, mas que, entretanto, se complementam. Liderança não é um cargo, e sim um conjunto de conhecimentos, habilidade e atitudes que podemos desenvolver ao longo da vida toda. 

Estar em cargo de gestão não significa que você é um líder, pois são seus liderados que irão dizer se você é líder ou não! Naturalmente pessoas que possuem skills de liderança desenvolvida, apresentam grande poder de comunicação, ótimo relacionamento interpessoal, muita resiliência, facilidade para aprender e ensinar e naturalmente são buscadas para aconselhamento/mentoria por serem referência comportamental na organização.

Esses são alguns dos indicadores comportamentais para que compreenda se você é um líder ou um gestor. O gestor via de regra precisa desenvolver muitas aptidões técnicas para gerenciar os projetos, conduzir resoluções de problemas, desenhar cronogramas e monitor prazos e metas, ou seja, lidar com as questões técnicas do cargo, o que é muito importante, entretanto não garante que conseguirá mobilizar as pessoas para as metas, inspira-las e desenvolve-las.

Resumindo, posso ser gestor sem ser um líder, mas necessariamente tenho que ser gestor para ser um excelente líder. Os skills técnicos e sócio emocionais da liderança precisam estar plenamente desenvolvidos para que possa ser reconhecido como um líder. Sim, liderança não é um cargo, e sim um reconhecimento das pessoas que você gerencia. Um líder só existe porque tem seguidores (liderados).

Agora você poderá estar se questionando, e se não estiver, eu te desafio: “Como posso e por onde começar a trabalhar o perfil de líder?”

Pela espinha dorsal de todas as habilidades sócio emocionais: A inteligência emocional. Para que entendamos melhor a importância da IE em números, a Consultoria americana Talent Smart realizou uma pesquisa que nos proporciona as seguintes informações:

01

90% dos colaboradores que mais performam possuem alto índice de inteligência emocional;

02

Inteligência emocional é responsável por 58% de sua performance no trabalho;

03

Pessoas com alto grau de inteligência emocional ganham uma média de U$ 29 mil dólares a mais por ano.

Interessante olharmos para esses números não é mesmo? Por séculos as organizações valorizaram de forma excessiva a inteligência lógica-matemática, que continua sendo importante, mas não é o diferencial quando falamos em gestão de pessoas e relacionamentos interpessoais. O mundo mudou e as organizações também. Aquele estilo de gestão focada apenas nas questões técnicas não funciona mais e para isso precisamos de habilidades socio emocionais.

Portanto, vamos entender melhor do que se trata a inteligência emocional?

Daniel Goleman descreve a inteligência emocional como a capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficaz. Segundo o psicólogo, o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência de um indivíduo. Seu modelo sobre a inteligência emocional - IE foca em uma série de competências e habilidades que, de acordo com ele, propiciam melhores desempenhos profissionais – inclusive, como líder.

O modelo de Goleman posiciona a IE como o conjunto de competências e habilidades fundamentadas em cinco pilares:

01

Autoconsciência emocional

capacidade de reconhecer as próprias emoções e o impacto delas na sua vida.
02

Controle das emoções

capacidade de lidar com as próprias emoções
03

Canalizar produtivamente as emoções

capacidade de se motivar e de se manter motivado, direcionar suas emoções para ações produtivas.
04

Empatia

capacidade de enxergar as situações pela perspectiva dos outros.
05

Lidar com Relacionamentos

conjunto de capacidades envolvidas na interação social.

A Inteligência Emocional é a base para toda e qualquer competência comportamental que você pretenda desenvolver. Uma pessoa com quociente emocional elevado possuiu excelente autoconhecimento, o que lhe proporciona uma percepção clara sob seus pontos fortes e a desenvolver, habilidade essa que é encontrada em pessoas com alta consciência emocional – primeiro pilar da inteligência emocional. Pessoas que sabem e se aceitam como são, tem maior facilidade para receber feedback e buscar o autodesenvolvimento em prol de seus objetivos.

Você quer se tornar um líder de alta performance, então comece a desenvolver sua inteligência emocional, pois essa habilidade lhe dará suporte para desenvolver outras skills sócio emocionais como: comunicação, negociação, trabalho em equipe, pensamento crítico e a tão almejada liderança.

E agora quero deixar você gestor que está lendo esse artigo com a seguinte reflexão: De 0 a 10, que nota você se daria em cada um desses 5 pilares da inteligência emocional? Onde você precisa colocar mais energia?

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